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Histórico da nogueira-pecã no Brasil

Data: 13/07/2016
       No Brasil, a nogueira-pecã foi introduzida pelos imigrantes norte-americanos. Entre os que estabeleceram núcleos em Santa Bárbara D'Oeste (hoje dividida em município do mesmo nome e Americana) alguns como Sr. Ezekiel Pyles, trouxeram consigo nozes-pecã, que foram plantadas por volta de 1870, dando origem as primeiras nogueiras-pecã em solo brasileiro. Eles não intensionavam em um cultivo comercial, mas sim em manter uma fonte de um ingrediente típico, para suas receitas. Além disso era uma árvore abundante na sua terra de origem e o seu cultivo no novo local habitado, aproximava ambas as partes (JONES, 1994).
       Quanto à introdução de variedades comerciais, é tido como plantio mais antigo o praticado por Mário Veiga de Moraes, em 1915. Foram de algumas mudas, de três variedades, recebidas e plantadas na Fazenda Canteiro, próximo a Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro. No entanto, na Granja de Pedras Altas, no município de Pinheiro Machado, Rio Grande do Sul, Joaquim Francisco de Assis Brasil plantou ao lado do castelo, algumas mudas de variedades comerciais que talvez sejam anteriores às da Fazenda Canteiro. Estão sendo feitos levantamentos de documentos que precisem o ano do plantio de Assis Brasil.
       O viveiro do Dieberger, em Limeira, SP, foi o primeiro a produzir mudas de pecã enxertadas com variedades americanas, no Brasil.     Segundo informação pessoal de Ross Pyles, as primeiras mudas produzidas pelo Dieberger, tiveram origem nas ancestrais de Santa Barbara. 
        A partir de 1929 o Dieberger promoveu a introdução de uma série de variedades de diversas espécies de frutíferas, entre elas a pecã.
       Uma rápida expansão da cultura da nogueira-pecã ocorreu com os incentivos fiscais para florestamento e reflorestamento, através da lei 5.106/66, regulamentada pelo Decreto 59.615/66. Esta legislação possibilitou que algumas frutíferas, mesmo não sendo essência florestal, eram aceitos projetos para aproveitamento de tais incentivos.
        Grandes pomares foram formados a partir desses incentivos, alguns superando 100.000 mudas. No entanto, a maioria dos pomares encontra-se atualmente abandonados, com produção nula e grandes problemas fitossanitários, sendo que muitos já deixaram de existir.
 

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