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Os fósseis são preservados em depósitos de areia, lama ou calcário, que são depois transformados em rochas sedimentares, onde cada camada ajuda a “marcar” o tempo de deposição. No Rio Grande do Sul, os fósseis são encontrados preferencialmente em rochas sedimentares da Região Central, em depósitos arenosos do litoral, e em barrancas de depósitos fluviais mais antigos do interior do Estado.

Os depósitos fossilíferos atualmente conhecidos permitem identificar três grandes lugares potenciais para a sua preservação:

Bacia do Paraná.

Uma área deprimida desde Goiás, até o Uruguai, que foi sendo progressivamente preenchida entre o Devoniano e o Cretáceo.

  

Depósitos aluviais sub-atuais.

Como o registro de antigos rios e planícies de inundação no Pleisloceno.

Estes fósseis auxiliam nos estudos das rochas sedimentares, a Estratigrafia, que são realizados nos diversos institutos de pesquisa do RS.

A Paleontologia é o estudo de animais e vegetais, de um passado distante, que ficaram preservados em rochas sedimentares, sob circunstâncias especiais. Os vestígios orgânicos preservados, parcial ou totalmente, são chamados fósseis.

Um organismo pode ser preservado por inteiro, ou apenas parcialmente. Para que se torne um fóssil, é necessário que:
- ele seja rapidamente soterrado;
- mantenha-se em um ambiente sem oxigênio e sem animais necrófagos;
- e que haja um processo geológico de conservação, a fossilização.

Desde o surgimento da vida no planeta, há cerca de 3,5 bilhões de anos, até os dias atuais, a Paleontologia busca reconhecer, com base em um registro geralmente fragmentário, os organismos existentes nos diversos períodos geológicos de nosso planeta. Com isso, é possível entender os processos responsáveis pelo surgimento de algumas espécies, ou sua extinção.

 

 

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