No
Brasil, a nogueira-pecã foi introduzida pelos imigrantes norte-americanos.
Entre os que estabeleceram núcleos em Santa Bárbara D'Oeste
(hoje dividida em município do mesmo nome e Americana) alguns como
Sr. Ezekiel Pyles, trouxeram consigo nozes-pecã, que foram plantadas
por volta de 1870, dando origem as primeiras nogueiras-pecã em
solo brasileiro. Eles não intensionavam em um cultivo comercial,
mas sim em manter uma fonte de um ingrediente típico, para suas
receitas. Além disso era uma árvore abundante na sua terra
de origem e o seu cultivo na novo local habitado, aproximava ambas as
partes (JONES, 1994).
Quanto à introdução
de variedades comerciais, é tido como plantio mais antigo o praticado
por Mário Veiga de Moraes, em 1915. Foram de algumas mudas, de
três variedades, recebidas e plantadas na Fazenda Canteiro, próximo
a Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro. No entanto, na Granja de
Pedras Altas, no município de Pinheiro Machado, Rio Grande do Sul,
Joaquim Francisco de Assis Brasil plantou ao lado do castelo, algumas
mudas de variedades comerciais que talvez sejam anteriores às da
Fazenda Canteiro. Estão sendo feitos levantamentos de documentos
que precisem o ano do plantio de Assis Brasil.
O
viveiro do Dieberger, em Limeira, SP, foi o primeiro a produzir mudas
de pecan enxertada com variedades americanas, no Brasil. Segundo informação
pessoal de Ross Pyles, as primeiras mudas produzidas pelo Dieberger, tiveram
origem nas ancestrais de Santa Barbara. Apartir de 1929 o Dieberger promoveu
a introdução de uma série de variedades de diversas
espécies de frutíferas, entre elas a pecã.
Uma rápida expansão
da cultura da nogueira-pecã ocorreu com os incentivos fiscais para
florestamento e reflorestamento, através da lei 5.106/66, regulamentada
pelo Decreto 59.615/66. Esta legislação possibilitou que
algumas frutíferas, mesmo não sendo essência florestal,
eram aceitos projetos para aproveitamento de tais incentivos.
Grandes pomares foram
formados apartir desses incentivos, alguns superando 100.000 mudas. No
entanto, a maioria dos pomares encontra-se atualmente abandonados, com
produção nula e grandes problemas fitossanitários,
sendo que muitos já deixaram de existir.