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A queda de um grande meteoro no final do Cretáceo, há cerca de 65 milhões de anos, é o grande responsável pela extinção dos dinossauros e muitos outros grupos de animais e vegetais, terrestres e marinhos. Entretanto, alguns grupos parecem ter sido 'ajudados': os mamíferos. Ao longo da Era Cenozóica, os mamíferos desenvolveram diversas formas e tamanhos, espalhando-se por todos os continentes, do mesmo modo que as aves.

 

No Pleistoceno, um período compreendido entre 1,8 milhão de anos e 10 mil anos atrás, muitos mamíferos atingiram grandes tamanhos e dietas especializadas, fatores pelos quais são conhecidos como "Megafauna Pleistocênica". Havia alguma semelhança com animais atuais, no caso dos megatérios ("preguiças gigantes"), gliptodontes ("tatus gigantes") e mastodontes; outros, porém, eram formas bastante esquisitas, como o toxodonte e a macrauquênia ("cavalanta").

Toxodon platensis, um toxodonte encontrado em Uruguaiana
 
 

A união das Américas do Norte e do Sul, no início do Pleistoceno, levou a um intercâmbio faunístico, onde as formas sulamericanas 'levaram a pior'. Um gradativo declínio na diversidade das formas recebeu entretanto um “golpe fatal" no último ciclo glacial, há cerca de 12 mil anos: o surgimento do homem nas Américas. A caça, aliada a novas doenças e a competição entre as espécies levou à extinção dos grandes mamíferos.

 

 

 

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